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sexta-feira, 10 de junho de 2011

Uso racional da água: O grande desafio da sociedade contemporânea

Embora, aparentemente, o Brasil esteja numa situação mais confortável, uma vez que é o grande reservatório de água do mundo, pois tem a maior reserva hidrológica do planeta = 11,6 % da água doce disponível está no Brasil, o que perfaz 53% dos recursos hídricos da América do Sul, especialistas reafirmam a todo o momento que é necessário mudar de forma decisiva os hábitos e costumes dos brasileiros, com intuito de diminuir, de forma expressiva, o desperdício de água por parte da população, sob pena de começarmos a viver num futuro breve, a escassez de água em nosso País.

Cada brasileiro possui, em tese, 34 milhões de litros ao ano à sua disposição, um volume enorme, já que é possível levar vida confortável com 2 milhões de litros ao ano, conforme as estimativas da ONU (Organização das Nações Unidas). Mas essa água é mal distribuída, 80% concentra-se na Amazônia, onde vivem apenas 5% dos habitantes do país; os 20% restantes abastecem 95% dos brasileiros. Várias cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco, Goiás e Minas Gerais convivem com oferta anual inferior a 2 milhões de litros por habitante, para uso direto e indireto.

Consumo de água no Brasil

O consumo per capita no país dobrou em 20 anos, enquanto a disponibilidade de água ficou três vezes menor. Para piorar esse quadro, há muito desperdício. Cerca de 30% da água tratada se perde em vazamentos pelas ruas. A grande São Paulo desperdiça 10m3 de água por segundo, o que daria para abastecer cerca de 3 milhões de pessoas diariamente. Sem falar nos hábitos culturais inadequados como deixar a torneira da pia aberta, tomar banhos intermináveis ou lavar calçadas com jatos de água. Pelas contas do Ministério do Planejamento, perde-se até 40% dos 10,4 milhões de litros distribuídos anualmente pelo país.

Outro grande desafio para gestão dos recursos hídricos está na agricultura e na pecuária. A agricultura irrigada é a que mais desvia água da natureza, utilizando 70% do volume total extraído do sistema global de rios, lagos e mananciais subterrâneos. Os 30% restantes destinam-se a fins diversos como: consumo doméstico, atividade industrial, geração de energia, recreação, abastecimento e outros. Atualmente, a agricultura irrigada ocupa 17% das terras através do planeta, sendo responsável por 40% da produção mundial de alimentos. Estima-se que até 2025, a atividade agrícola com uso da irrigação irá crescer de 20 a 30%.

No Brasil, calcula-se que 50% da água captada para uso são destinadas para irrigação, em apenas 5% da área total. Um dos grandes desafios hoje é ampliar essa área, adotando técnicas e equipamentos mais eficientes, pois se estima que apenas metade da água irrigada chega às raízes das plantas.

Como utilizar a água de maneira correta
  • O banheiro é o local que mais consome água em uma casa. Fique atento aos vazamentos e mantenha a descarga regulada.
  • Uma torneira pingando uma gota a cada 5 segundos representa mais de 20 litros de água desperdiçados em apenas um dia.
  • A vazão média de uma torneira é de 12 litros por minuto. Ao mantermos a torneira fechada durante algumas tarefas cotidianas, como escovar os dentes, ensaboar a louça e fazer a barba, podemos fazer uma boa economia e evitar o desperdício de água.
  • Reutilizar a água numa casa é outra atitude inteligente. A água do último enxágue da máquina de lavar, por exemplo, pode ser utilizada para a limpeza doméstica, para a rega das plantas, e até para dar descarga nos banheiros.
  • Junte roupa em quantidade suficiente para encher a máquina de lavar antes de ligá-la. Utilizar o aparelho na sua capacidade máxima é uma maneira de economizar água.
  • Quem vive em casa pode também coletar água de chuva para afazeres secundários, como lavar uma área ou regar as plantas. Mas cuidado, nas grandes cidades é sempre importante desprezar a água do início da chuva, pois ela traz consigo fuligem e outras impurezas que estão no ar.
  • Procure usar sabão em pedra ao invés de detergente. Apesar de “biodegradáveis”, os detergentes são grandes poluidores da água. O fosfato presente no produto é o elemento básico para a reprodução das algas, o que eleva o consumo de oxigênio da água e provoca o aumento da mortandade de peixes. O detergente diluído na água permanece ativo durante vários dias, antes de ser degradado.
  • Use quantidades menores de produtos de higiene e limpeza para reduzir o nível de poluentes presentes na água. Utilize somente o necessário.
  • Pratique coleta seletiva. A reciclagem é uma maneira eficiente de contribuir na economia de água. Os produtos reciclados consomem menos água do que os produzidos a partir de matéria-prima virgem.
  • Utilize lâmpadas econômicas ou apague as lâmpadas que estão em cômodos vazios. Economizar energia elétrica é uma maneira de economizar água. Evite consumir sacolas plásticas. Elas correspondem a 7% dos resíduos produzidos pelas pessoas.
  • Além disso, sua decomposição demora mais de 100 anos. Procure reutilizar as sacolas que tem em casa, usar caixas de papelão ou as sacolas de pano na próxima compra.
  • Procure usar pilhas recarregáveis, pois geram menos resíduos que as pilhas descartáveis. Ao usar a bateria do celular, siga as recomendações do fabricante e aumente a vida útil do equipamento. Desta maneira, evitamos a fabricação de mais pilhas e baterias e geramos menos resíduos.
  • Procure utilizar lâmpadas fluorescentes ao invés das incandescentes. As fluorescentes consomem até 80% menos energia e têm mesmo potencial de iluminação.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Conheça 6 tendências verdes pelo mundo

Energia Solar 24 horas por dia.
Apesar das claras vantagens ecológicas, projetos de energia solar têm um calcanhar de Aquiles: eles dependem da existência de luz natural para produzir eletricidade. Mas um recém inaugurado sistema de geração em Sevilha, na Espanha, mandou para escanteio essa fraqueza.
Trata-se da Gemasolar, a primeira usina de energia solar concentrada (ESC) em escala comercial do mundo, que gera energia durante a noite ou em dias nublados. A produção de eletricidade sem a presença de luz solar resulta de uma inovadora tecnologia que usa sal fundido para estocar calor e operar 24h.
Com capacidade instalada de 19,9 megawatts, a central já fornece energia para 25 mil lares na região de Andaluzia. Por sua característica renovável, espera-se que a usina evite a emissão de 30 mil toneladas de emissão de CO2e por ano.

Calor que vem do lixo aquece uma cidade inteira.
Imagine um lugar capaz de dar vida nova a todo o lixo que produz e em um passe de mágica fazê-lo desaparecer. Em Copenhagen, o que parece coisa da imaginação já se tornou realidade. A energia que aquece 97% da capital da dinamarquesa vem da transformação dos resíduos gerados por seus 1,2 milhão de habitantes.
O sistema utiliza o calor residual das usinas de incineração de lixo e das usinas de produção combinada de calor e energia, as chamadas CHPs. Dessa forma, a cidade economiza energia e reduz consideravelmente as emissões de CO2 e de poluentes.
Além do benefício ambiental, a população economiza na conta de luz, já que os custos anuais por residência da energia térmica municipal correspondem à metade do preço pago pelo uso de energia de origem fóssil.

Telhados Ecológicos - Mil e uma utilidades.
Eles absorvem água da chuva, agem como isolantes térmicos, reduzem o consumo de energia e, de quebra, embelezam a cidade. Cada vez mais, os ecotelhados ou telhados verdes ganham adeptos pelo mundo. Mas, longe do que se imagina, eles não são frutos dos tempos atuais.
O mais antigo e, talvez, famoso exemplo das coberturas ecológicas são os Jardins Suspensos da Babilônia. Agora, diante das preocupações ambientais, eles ganharam força. Hoje em dia, muitos telhados verdes são instalados para atender à legislações locais relacionadas ao gerenciamento de águas pluviais, devido à impermeabilização dos solos urbanos.
Países como Alemanha e Suíça já exigem que parte dos edifícios novos tenham coberturas vegetais. Nos Estados Unidos, a prática de jardinagem dá vez ao cultivo agrícola no topo dos prédios. De Manhattan ao Brooklyn, as hortas verticais se multiplicam, produzindo vegetais, frutas e hortaliças.

Prédios produzem mais energia que consomem.
Construções sustentáveis capazes de produzir mais energia do que consomem a partir de fontes renováveis estão se tornando realidade pelo mundo. Os melhores exemplos são encontrados em cidades com o sistema feed-in tariff, uma política de estímulo ao uso de energia renovável que permite a venda de excedentes à rede de distribuição.
Famoso pela prática, o vilarejo de Sonnenschiff, na Alemanha, é capaz de produzir quatro vezes mais energia do que consome. A auto-suficiência é atingida através do seu projeto de energia solar, que utiliza painéis fotovoltaicos posicionados estrategicamente para aproveitar ao máximo a incidência dos raios de sol.

Taxis Verdes ganham as ruas.
Os táxis desempenham um papel fundamental no transporte público das cidades. Mas como qualquer veículo comum, movido a combustível fóssil, contribui para a poluição do ar e para emissão de gases efeito estufa. Cientes deste efeito negativo, um número cada vez maior de cidades tem incluído as frotas de táxis em seus programas de combate ao aquecimento global.
Para melhorar a qualidade de vida e reduzir emissões, São Francisco, na Califórnia lançou em 2007 um programa de incentivo para que as companhias de táxis adquirissem carros com tecnologia limpa. Atualmente, 78% da frota da cidade (de 1,5 mil carros) é composta por táxis híbridos ou movidos a células combustíveis a gás natural comprimido (GNC).
Entusiasta desta tendência, Londres, que já usa veículos elétricos em táxis comuns, vai substituir toda a frota de seus icônicos Black cabs por modelos iguais por fora, mas movidos a células de combustível a hidrogênio.

Cidades Carbono Zero começam a sair do papel.
A primeira cidade neutra em emissão de carbono está virando realidade no deserto árabe de Abu Dhabi. Em fase de construção, Masdar City (foto) quer se tornar um exemplo mundial de comunidade sustentável autossuficiente em energia – a qual será garantida quase na totalidade por sistema solar. A iniciativa vai abrigar 40 mil habitantes e 1,5 mil empresas de tecnologia limpa.
Por sua vez, o governo de Xangai pretende erguer uma cidade totalmente ecológica na ilha de Chongming. Denominada de Dongtan, a ecopólis quer ser auto-suficiente em energia, utilizando somente fontes renováveis, como solar, eólica, biomassa e até biogás – pelo menos 80% do lixo será reciclado e os dejetos processados e reutilizados como adubo.


Fonte: http://exame.abril.com.br/economia/meio-ambiente-e-energia/noticias/6-projetos-verdes-inovadores-pelo-mundo?p=1#lin

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Óleo na pia? Nem pensar!





















Confira os ecopontos para entrega do seu óleo de cozinha usado:

EMEI 1

Av. amazonas, 715 – Vila Santa Helena

EMEI 2
Rua Francisco Munhoz Cegarra, 185 – Centro

EMEI 3
Av. Dr. Antonio Galízia, 902 – Bairro do Livramento

EMEI 4
Rua Miguel de Souza Ribeiro, 26 – Jd. Maravilha

EMEI 5
Rua Luis Furlaneto, 567 – Núcleo Domingos Aquilante

EMEI 6
Av. João Dal Poz, 270 – Jd. Nova Bariri

CRECHE RACHEL DE QUEIROZ
Av. Antonio Fanton, 122 – Jardim Industrial

CRECHE MARIQUINHA MASSON
Av. Dr. Antonio Galízia, 1.166 – Bairro do Livramento

CRECHE MARINA BUDIN
Rua José Manoel de Goy, 34 – Núcleo Habitacional Domingos Aquilante

CRECHE MADRE LEÔNIA
Av. Santa Catarina, 70 – Vila São José

EMEF PROFª. JULIETA RAGO FOLONI

Rua Tiradentes, 458 – Centro

EMEF PROF. EUCLYDES MOREIRA DA SILVA
Av. Claudionor Barbieri, 870 – Centro

EMEF PROFª. ROSA BENATTI
Av. Prof. Carlos Ferreira de Moraes, 27 – Santa Rosa

EMEF PROF. EURICO ACÇOLINI
Rua Regina Pizza Beltrame, 127 – Jd. Panorama

EMEF PROFª. JOSEANE BIANCO
Av. Per. Prof. Carlos Ferreira de Moraes, s/n.º - Núcleo Habitacional 2

EMEF PROF. MODESTO MASSON
Av. General Osório, s/nº - Centro

SUPERMERCADO MICHELASSI LOJA 1

Rua Gonçalves Dias, 35 - Centro

SUPERMERCADO MICHELASSI LOJA 2
Rua José Saltarelli, 360 - Santa Clara

DELLA COLETTA BIOENERGIA
- Agrícola
- Administrativo
- Indústria
- Auto Posto Santa Lúcia

Fazenda Monte Alegre, s/nº, Bairro Sapé
- Ambulatório
Av. General Osório, 385, Centro

SETOR DE MEIO AMBIENTE
Rua Santa Cruz, 247 – Centro

Esse óleo quando descartado de maneira inadequada pode contaminar o solo, o lençol freático e a água dos rios. Se for descartado no ralo da pia, pode entupir o esgoto de sua casa.

Não esqueça:
deixe o óleo esfriar e coloque em uma garrafa PET.
Vá coletando até completar a garrafa.
Quando estiver cheia entregue no ecoponto mais próximo da sua casa.

Entregando o óleo usado no ecoponto mais próximo de sua casa, você contribui com o meio ambiente. Todo o óleo recolhido será encaminhado para empresas que o transformarão em biodiesel, produtos de limpeza e ração animal.

VAMOS MUDAR ESSA HISTÓRIA? SE VOCÊ JOGAR O ÓLEO NO RALO,
ELE PODE VOLTAR PARA VOCÊ!

Se a sua empresa ou entidade tem interesse em instalar um ecoponto de coleta de óleo usado, ligue para o Setor de Meio Ambiente: 3662-8228, ou mande um e-mail: ambientebariri@hotmail.com.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Caminhada ecológica e Lançamento do Projeto Óleo Usado

Amanhã, dia 07/06, acontecerá a tradicional Caminhada Ecológica, que reúne estudantes das escolas municipais na Praça da Matriz. O evento marca o Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado no dia 05/06. Os alunos, acompanhados pelos professores, caminharão pelas ruas da cidade carregando cartazes e faixas relacionadas ao tema meio ambiente. Às 8h30, todos se encontrarão na Praça da Matriz para as apresentações.
Na ocasião será lançado o Projeto Óleo Usado, que recolherá óleo de cozinha usado, evitando que este seja descartado inadequadamente na pia ou solo, contaminando o lençol freático e entupindo as tubulações de esgoto.
Os ecopontos de recolhimento do óleo usado serão localizados nas escolas e creches municipais.



sexta-feira, 3 de junho de 2011

Como fazer uma composteira

As plantas obtêm a maior parte de seus nutrientes do composto orgânico. Mantendo uma composteira, você revitaliza seu jardim e pode reduzir em até 30% a quantidade de dejetos que vai para o aterro sanitário.
  • Se possível, faça a composteira perto da cozinha; assim fica mais fácil o descarte de restos de comida.
  • Use, por exemplo, uma lixeira de plástico velha para fazer a composteira. Retire o fundo, finque a lixeira no solo e mantenha-a coberta com a tampa.
  • Para ajudar na drenagem e fornecer acesso aos organismos do solo, posicione a lixeira numa área plana e bem drenada, de forma que ela fique em contato com a terra.
  • Se você fizer sua própria composteira, construa uma estrutura de quatro lados, aberta no topo, com pelo menos um metro de altura. Um lado deve ser fácil de remover, para que você possa revolver a pilha e recolher o composto pronto.
  • Certifique-se de que sua composteira fique na sombra durante o dia, porque o húmus não deve ressecar com rapidez, nem a temperatura deve se elevar muito para que os organismos do solo não morram.

Problemas contornáveis

Sintoma
Problema
Solução
Cheiro de amônia
Excesso de nitrogênio.
Adicione mais carbono na forma de palha, jornais ou feno.
Cheiro de ovo estragado
Pilha muito úmida ou compacta.
Oxigene a pilha. Adicione mais material seco. Misture partículas pequenas com as grandes. Adicione cal e revire o material.
Decomposição lenta
Material muito seco ou pilha muito pequena. Pode ser por causa da falta de nitrogênio ou de oxigênio.
Adicione água. Faça uma pilha maior. Acrecente materiais ricos em nitrogênio, como restos de poda verdes e sobras de hortaliças. Oxigene regularmente.
Ratos e camundongos
Uso de material errado.
Não use carne, peixe ou pedaços de gordura. Construa uma lixeira à prova de roedores.
Vapor
Excesso de nitrogênio. Ou a pilha está muito grande para ser removida de forma apropriada, deixando o meio muito quente.
Adicione mais material rico em carbono (palha, feno ou serragem). Reduza o tamanho da pilha

Mãos à obra
  • Alterne materiais “marrons”, ricos em carbono – palha, feno, folhas secas, serragem, jornais e papelão em tiras – com materiais “verdes”, ricos em nitrogênio – esterco animal, aparas de grama, folhas verdes, restos de poda, sacos de chá, pó de café e cascas de legumes e frutas.
  • Não acrescente ao composto carne, gordura, óleo de cozinha, laticínios, animais mortos, fezes de animais domésticos, plantas doentes (ou que tenham sido tratadas com herbicidas ou outras substâncias químicas).
  • Não use ervas daninhas invasivas prestes a dar sementes. Mesmo que o calor da composteira mate a maioria das sementes, é melhor jogá-las fora.
  • Use uma cortadeira para picar folhas e restos de poda grossos antes de adicioná-los à composteira. Isso ajuda a aumentar a área de superfície desses materiais, deixando-os mais acessíveis a agentes decompositores.
  • Não use aceleradores ou ativadores de composto em pacotes – em geral eles fornecem uma dose rápida de nitrogênio que não dura muito e é de pouco benefício. Use fontes orgânicas de nitrogênio, como aparas de grama e esterco.
  • Evite fezes de cachorros e gatos, pois elas podem conter patógenos ou vermicidas. Deixe o esterco curtir antes de usá-lo.
  • Incremente seu composto ao acrescentar algumas pás de húmus já pronto de uma produção anterior. Esterco e folhas de confrei também são bons. Revire a pilha com pá ou forcado para oxigenar.
Dica
Se você não tem um jardim, mas tem um espaço na sacada, faça um minhocário em vez de uma composteira.


Veja aqui e aqui.

Cinco dicas para um composto de qualidade
  1. Revolva a pilha regularmente (a cada dois dias no começo) para acelerar o processo.
  2. Não deixe o composto ficar muito úmido ou muito seco – ele deve ser úmido como uma esponja torcida.
  3. Não adicione nenhum material em muita quantidade, ou a decomposição vai diminuir ou parar.
  4. Mantenha um equilíbrio entre material “marrom” e “verde”.
  5. Uma pilha de bom tamanho gera calor suficiente para que ocorra a decomposição. No entanto, se for muito grande, você não será capaz de revolvê-la de forma apropriada para oxigená-la. O tamanho ideal é de cerca de 1 metro cúbico.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Encontro do Coletivo Educador Tietê-Jacaré em Igaraçu do Tietê

O próximo encontro do Coletivo Educador Tietê-Jacaré acontecerá em Igaraçu do Tiete no dia 18 de junho de 2011. Confira a programação:
9:00h às 9:30h Café
9:30h às 9:40h Aprentação do Poder Executivo
9:40h às 10:40h Mesa redonda "CAPTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO" - José Maria Capelasso, Diretor do SAE
10:40h às 11:30h Visita à Gruta Nossa senhora de Lourdes e Praia Maria do Carmo de Abreu Sodré
11:30h às 12:30h Almoço
12:30h às 14:00h Visita à E.T.E Savério Campanucci - visita à Estação e Captação
14:30h às 16:15h Eclusagem Navegação Fluvial Médio-Tietê
Confirmar presensa no e-mail meioambiente@igaracudotiete.sp.gov.br.

terça-feira, 31 de maio de 2011

31 de maio - Dia Mundial sem Tabaco


Estudo publicado no jornal British Medical revelou que, anualmente, cerca de 845 mil toneladas de bitucas de cigarro são jogadas no chão, emporcalhando o mundo e, ainda, contaminando o solo e a água do planeta.

Onze meses depois que a lei antifumo entrou em vigor em São Paulo, a cidade está mais suja do que antes. Como ninguém pode fumar em lugares fechados, as bitucas de cigarro que antes eram descartadas nos cinzeiros, agora vão parar nas ruas. Essas bitucas vão embora na enxurrada, caem nos bueiros e depois nos rios. São milhões jogadas no chão todos dias e o pior é que elas demoram cinco anos para se degradar.
Quando se aciona a descarga para se livrar de uma bituca de cigarro, 12 litros de água tratada descem pelo ralo. Se 1 milhão de pessoas perdessem esse hábito, seriam economizados 360 milhões de litros de água. Esse volume equivale à água que cai nas cataratas do Iguaçú a cada 4 minutos. Além disso, a bituca de cigarro pode contaminar 50.000 litros de água e o solo.

Fontes:
http://super.abril.com.br/blogs/planeta/bitucas-de-cigarro-sao-usadas-para-confeccionar-roupas-em-paris/

http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2010/07/calcadas-em-sp-viram-cinzeirospara-bitucas-de-cigarro.html


http://www.sitedecuriosidades.com/ver/curiosidades_sobre_reciclagem.html

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Como matar mosquitos ecologicamente

Para ajudar na luta contínua contra os mosquitos da dengue, uma ideia é trazê-los para uma armadilha que pode matar muitos deles.

O que você vai precisar é:
200 ml de água;
50 gramas de açúcar mascavo;
1 grama de levedura (comprado em lojas de produtos naturais);
Papel ou pano preto;
e uma garrafa PET de 2 litros.

Modo de preparo:


1. Corte uma garrafa de plástico no meio. Guarde a parte do gargalo.



2. Misture o açúcar mascavo com água quente. Deixe esfriar. Depois de frio despeje na metade de baixo da garrafa.


3. Acrescente a levedura. Não há necessidade de misturar. Ela criará dióxido de carbono.


4. Coloque a parte do funil, virada para baixo, dentro da outra metade da garrafa.


5. Enrole a garrafa com papel ou pano preto, menos a parte de cima, e colocar em algum canto de sua casa.


Em duas semanas você vai ver a quantidade de mosquitos que morreram dentro da garrafa. Além da limpeza da sua casa, pode-se utilizar esse método em escolas, creches, hospitais e residências.

Outro método utilizado contra a dengue é colocar borra de café em vasos, pratinhos de plantas, bromélias e todos os locais onde a água fique parada sem escoamento.


Obs: Esta postagem foi atualizada pois eu havia perdido as imagens do blog.


segunda-feira, 2 de maio de 2011

Empregos verdes, profissões do futuro

Domingo dia 01/05 foi comemorado o Dia do Trabalho. Muitas empresas hoje têm favorecido o profissional verde, ou seja, aquele que trabalha pelo meio ambiente. Seguem abaixo trechos da reportagem escrita por Anna Carolina Oliveira para o portal MdeMulher.

Empregos verdes, profissões do futuro

Que trabalho é este?
O termo ''empregos verdes'' se refere às profissões que, ao mesmo tempo que promovem o progresso econômico, contribuem com a restauração da qualidade do meio ambiente. Ele também abrange as ocupações que ajudam a proteger a flora, a fauna e reduzem o consumo de energia, de recursos naturais e de água.

Eduardo Domingos Bahi, consultor de carreira da Thomas Case & Associados, explica que tais ocupações se referem a qualquer ocupação ligada à área da sustentabilidade. ''E sustentabilidade envolve preocupação com o meio ambiente, responsabilidade social e economia'', explica.
Onde estão as vagas?
Atualmente, quase todas as áreas profissionais têm ligações com ecosustentabilidade. Traduzindo: sua filosofia é manter o equilíbrio entre o progresso e a qualidade de vida das pessoas. Melissa Migliori, do Instituto EcoSocial, afirma que existem setores direta e indiretamente relacionados ao que chamamos de ''conceito verde''. Ou seja: tem gente de outras áreas migrando para este vantajoso setor repleto de empregos e ótimos salários. Se quiser ingressar neste mercado, esta é a hora.
A carreira do futuro
O emprego verde vai bombar nos próximos anos! Duas pesquisas - uma estrangeira, outra brasileira - confirmam isso. A primeira é do Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas, que revelou: metade dos 20 milhões de empregos que surgirão até 2030 serão ''verdes''. O outro estudo é da Fundação do Instituto de Administração de São Paulo, que entrevistou 88 especialistas - e 72% deles elegeram o cargo de gerente de eco-relações (profissional que trabalha com desenvolvimento de projetos ligados ao meio ambiente) como o mais promissor dos próximos anos.
Dados sobre as profissões do futuro
Veja quais são os setores, as profissões e a média de salários* de cada uma delas.
- Agrônomo
É responsável pela manutenção de recursos naturais renováveis e ambientais. Como encarregado da elaboração de documentos, também presta serviços em consultoria na área agrícola e na criação de animais. Salário médio: R$ 2.954.

- Paisagista
Profissionais com formação em cursos de tecnólogo de design de interiores podem atuar nessa área. O profissional é o responsável por lidar com as plantas que decoram o ambiente. Atua em propriedades privadas e públicas. Seu desafio é trabalhar com a vegetação sem causar danos ambientais. Os contratantes são construtoras, condomínios e escritórios de arquitetura e paisagismo. Salário médio: de R$ 4 mil a R$ 5 mil.

- Gerente de obras
Atua como um tipo de gestor ambiental na organização das obras. Ele se encarrega do material que será usado, do cuidado com o desperdício, com as sobras do material do empreendimento e dos processos de reciclagem. Cabe a ele garantir que a construção polua o menos possível. Além de arquitetos, engenheiros e designers, pessoas com formação tecnológica em controle de obras atuam no setor. Salário médio: de R$ 5 mil a R$ 10 mil.

- Lighting designer
Os profissionais deste segmento geralmente vêm das áreas de arquitetura e engenharia. Sua principal função é elaborar projetos de iluminação residenciais, comerciais, urbanos e de eventos. Trabalham com o uso consciente de materiais capazes de aproveitar melhor a luminosidade, poupando os recursos naturais o máximo possível. Salário médio: R$ 4 mil a R$ 5 mil.

- Biotecnólogo
Desenvolve produtos para a indústria médica, de bebidas e de alimentação com preocupação voltada para a ecologia. Na biomedicina, pode atuar no desenvolvimento de vacinas. Já na agroindústria, cuida da produção pecuária e desenvolve bioinseticidas e sementes. Salário médio: de R$ 2,5 mil a R$ 4 mil.

- Biólogo
Pode atuar como pesquisador, consultor, supervisor de ações nas áreas da saúde humana e coletiva, saneamento e preservação do meio ambiente. Há também a opção de seguir carreira acadêmica, assumindo a posição de professor. Salário médio: R$ 1.778.

- Engenheiro ambiental
Promove o desenvolvimento econômico sustentável, ou seja, respeita os limites de recursos naturais. Seu foco é preservar a qualidade da água, do ar e do solo fazendo estudos de impacto ambiental, além de propor soluções ecologicamente corretas. Também trabalha nos setores de planejamento e gestão ambiental de grandes indústrias e empresas. Salário médio: R$ 4.528.

- Advogado de direito ambiental
Lida com todas as questões legais do meio ambiente, de processos contra empresas que desmatam a ações preventivas para a implantação de projetos que afetam o uso de recursos naturais, entre outros. É preciso ter graduação em direito, obviamente. Salário médio: R$ 3.714.

* Médias salariais fornecidas por Catho Online, Associação Brasileira de Empresas de Biotecnologia e Glaucius Ciancirdi, coordenador da Unicid

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Governo de SP quer abolir o uso de sacolas plásticas


Governo de SP quer abolir o uso de sacolas plásticas

Por Débora Spitzcovsky e Mônica Nunes (edição)/Planeta Sustentável

No último final de semana, o governo de São Paulo anunciou que está tomando providências para transformar o estado paulista no primeiro do Brasil a banir o uso de sacolas plásticas no comércio.

A primeira delas foi a criação de um GT - Grupo de Trabalho, organizado pela SMA - Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, que estudará a viabilidade de extinguir, até o final deste ano, as sacolas plásticas de todos os supermercados paulistas.

Veja também o infográfico A viagem do lixo, da NATIONAL GEOGRAPHIC

Além disso, o governo anunciou a intenção de firmar um acordo com a Apas - Associação Paulista de Supermercados para acelerar o processo de banimento das sacolinhas na rede varejista. A parceria, que deverá ser oficializada no início de maio, visa a realização de uma campanha de conscientização, nos supermercados paulistas, que incentive a substituição das sacolas plásticas por embalagens biodegradáveis, feitas de amido de milho.

A ação não tem força de lei e, por isso, os supermercados não serão obrigados a aderir. No entanto, de acordo com a Apas, grandes redes - como Walmart, Carrefour e Pão de Açúcar/Extra - já mostraram interesse em participar do projeto.

As empresas que aderirem à ação terão seis meses para banir as sacolinhas plásticas de todas as suas lojas paulistas e deverão oferecer aos clientes sacolas biodegradáveis, feitas de amido de milho, e ecobags, por R$ 0,19 e R$ 1,80, respectivamente. Os consumidores também terão a opção de utilizar caixas de papelão para levar suas compras ou, ainda, trazer sacolas retornáveis de casa.

Fonte: http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/noticias/288078_noticias.shtml?MA

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Feriado sustentável

No carnaval foi divulgado aqui no blog algumas dicas do Instituto Akatu de como ser um ecofolião. Aproveitando as dicas, transforme o seu feriado de Tiradentes e Páscoa em um feriado sustentável.

1. Produza menos lixo
As cidades que recebem mais turistas nos feriados verificam um aumento de lixo no período, gerando custo extra de coleta pago com recursos públicos.

2. Jogue o lixo no lixo
O lixo acumulado nas ruas entope os bueiros e aumenta o risco de enchentes. Nas estradas, os detritos jogados nos acostamentos agridem e colocam em risco o meio ambiente e os animais.

3. Cuidado com os excessos
O consumo excessivo de bebidas é responsável pela maioria dos acidentes nas estradas. Consuma bebidas e alimentos com moderação, protegendo a sua saúde e a integridade física de todos.

4. Seja um turista consciente
Se você for viajar no feriado, procure minimizar os impactos ambientais de sua viagem. Você pode deixar para comprar alguns itens como produtos de higiene no local visitado. Dessa forma sua bagagem pesará menos, consumindo menos combustível do seu veículo e você prestigiará o comércio e economia locais.

5. Gaste menos combustível
Prefira transportes com menor consumo de combustível fóssil, o principal responsável pelo aquecimento global. Entre o avião e o carro, prefira o carro. Entre o carro e o ônibus, fique com o último. E aproveite os dias livres para andar de bicicleta e a pé.

6. Tire os equipamentos da tomada
Antes de viajar, não se esqueça de tirar os aparelhos elétricos e eletrônicos da tomada. O modo stand-by é responsável por até 25% da energia consumida por esses equipamentos.

7. Não desperdice água
Feriados são a época em que as cidades enfrentam sérios problemas de abastecimento de água em função do aumento excessivo de consumo. Portanto, se você já é um consumidor consciente de água, redobre os cuidados. Tome banhos mais curtos e desligue o chuveiro na hora de se ensaboar.

8. Aproveite a cidade vazia
Se sua cidade não for destino turístico e você não for viajar, aproveite a tranqüilidade e o tempo livre em atividades que não custam dinheiro e não consomem recursos naturais: caminhadas, visitas a parques, museus e centros culturais, maior convívio com a família.

9 . Divulgue o consumo consciente
Durante o feriado, se você presenciar casos de desrespeito ao meio ambiente, não hesite em orientar as pessoas. Sempre que tiver oportunidade, divulgue os princípios do consumo consciente.

Reportagem na íntegra em www.akatu.org.br

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Saquinhos de lixo feitos de jornal substituem as sacolas plásticas


Algumas dicas de como evitar o uso do saquinho:

  • Melhor do que encher diversos saquinhos plásticos ao longo de uma semana você pode usar um único saco plástico dentro de uma lixeira grande na área de serviço e ir enchendo-o por alguns dias com os pequenos lixinhos da casa;

  • Se o lixo é limpo, como de escritório (papel, pedaços de durex, etc) pode ir direto para a lixeira sem proteção;

  • No caso dos lixinhos da pia e do banheiro (papel higiênico, fio dental, cotonetes), o melhor substituto da sacolinha é o saquinho de jornal.

  • Você pode usar uma, duas ou até três folhas de jornal juntas para que o saquinho fique mais resistente.
O saquinho de jornal tem inspiração no origami e cabe perfeitamente nos lixinhos convencionais, ele mantém a lixeira limpa, facilita na hora de retirar o lixo e é facílimo de fazer, só leva 20 segundos para montá-lo.

Aprenda a fazer

1) Tudo no origami começa com um quadrado, então faça uma dobra para marcar, no sentido vertical, a metade da página da direita e dobre a beirada dessa página para dentro até a marca. Você terá dobrado uma aba equivalente a um quarto da página da direita, e assim terá um quadrado.


2) Dobre a ponta inferior direita sobre a ponta superior esquerda, formando um triângulo, e mantenha sua base para baixo.


3) Dobre a ponta inferior direita do triângulo até a lateral esquerda.


4) Vire a dobradura “de barriga para baixo”, escondendo a aba que você acabou de dobrar.



5) Novamente dobre a ponta da direita até a lateral esquerda.


6)Para fazer a boca do saquinho, pegue uma parte da ponta de cima do jornal e enfie para dentro da aba que você dobrou por último, fazendo-a desaparecer lá dentro.


7) Sobrará a ponta de cima que deve ser enfiada dentro da aba do outro lado, então vire a dobradura para o outro lado e repita a operação.


8) Se tudo deu certo, essa é a cara final da dobradura:


9)Abrindo a parte de cima, eis o saquinho!


10) É só encaixar dentro do seu cestinho e parar para sempre de jogar mais plástico no lixo!




Fonte: http://de-verde-casa.blogspot.com/2009/12/saquinho-de-jornal.html

Obs: Esta postagem foi atualizada pois eu havia perdido as imagens.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Faça Você Mesmo: receitas de detergente e pasta de limpeza caseiros

Existe um novo conceito sobre limpeza ecológica: os cuidados que devemos ter na hora de escolher os produtos de limpeza. Aprenda como fazer detergente alternativo e pastas de limpeza para sua casa.


DETERGENTE ALTERNATIVO


Ingredientes:
1 pedaço de sabão de coco neutro
6 litros de água
2 limões
4 colheres de sopa de amoníaco (que é biodegradável).

Modo de fazer:
Derreta o sabão de coco, picado ou ralado, em 1 litro de água. Depois, acrescente cinco litros de água fria. Em seguida, esprema os limões e por último, despeje o amoníaco e misture bem. Nesta receita você obterá seis litros de um detergente que limpa e não polui. Sem contar que tem um valor econômico muito menor.


PASTA DE LIMPEZA


Pode ser usado em pias, portas de forno, mesas de fogão e interior de xícaras.

Ingredientes:
4 colheres (sopa) de bicarbonato de sódio
1 colher (sopa) de água

Modo de fazer:
Misture os ingredientes em uma pasta dura e aplique com uma esponja úmida. Retire os resíduos com um pano seco.


PASTA DE LIMPEZA DE BICARBONATO

Uso geral seguro.

Ingredientes:
1 colher (chá) de bicarbonato de sódio
1 colher (chá) de flocos de sabão puro
um pouco de suco de limão ou vinagre branco
1 xícara de água morna

Modo de fazer:
Misture os ingredientes e agite até que o sabão esteja dissolvido. Borrife e limpe com uma esponja de cozinha.

Fonte: Ação Planeta

quarta-feira, 30 de março de 2011

Conceito de Pegada Hídrica incentiva o uso responsável da água

A Pegada Hídrica é uma ferramenta de gestão de recursos hídricos que indica o consumo de água doce com base em seus usos direto e indireto. O método permite que as iniciativas públicas e privadas, assim como a população em geral, entendam o quanto de água é necessário para a fabricação de produtos ao longo de toda a cadeia produtiva. Desta forma, os segmentos da sociedade podem quantificar a sua contribuição para os conflitos de uso da água e degradação ambiental nas bacias hidrográficas em todo o mundo.

A Pegada Hídrica pode ser Verde, quando a água da chuva evapora ou é incorporada em um produto durante a sua produção; Azul, que calcula as águas superficiais ou subterrâneas que evaporam ou são incorporadas em produtos, ou então devolvidas ao mar ou lançadas em outra bacia; e Cinza, que mede o volume de água necessário para diluir a poluição gerada durante o processo produtivo.

Ao analisar a Pegada Hídrica de um produto, é preciso levar em consideração as etapas do processo de fabricação e os locais por onde ele passou – desde a matéria-prima até o produto final. A Pegada Hídrica de uma área onde tem água em abundância é muito diferente da que está numa região mais seca. Por isso, foi criada uma forma de distinguir estas Pegadas.

A média global de Pegada Hídrica de uma camisa de algodão, por exemplo, é de 2.700 litros de água. Durante a produção, o algodão pode ter sido cultivado e transformado em tecido no Paquistão e em camisa na Malásia para ser vendida nos Estados Unidos. "Portanto, para calcular a Pegada Hídrica de uma camisa vamos precisar do somatório da pegada de cada etapa e isso será distribuído por vários locais do mundo. Cada vez mais os consumidores querem saber este tipo de informação. Devemos considerar quanto de poluição pode ser gerada nas águas da Ásia, por exemplo, para que o europeu possa vestir uma camisa. Com a Pegada Hídrica, fazemos uma ligação entre o consumo que acontece em um lugar e o impacto no sistema hídrico de outro lugar", diz professor Arjen Hoekstra, criador da metodologia.
Hoekstra explica que é possível também calcular a Pegada Hídrica de um indivíduo, de acordo com o padrão de consumo que ele segue e a oferta de produtos que ele tem. Uma pessoa que adota dieta vegetariana, por exemplo, tem uma Pegada Hídrica 30% menor do que uma não vegetariana. O brasileiro tem cerca de 5% da sua pegada em casa, com consumo de água na cozinha e no banheiro, e 95% estão relacionados com o que compra no supermercado, especialmente com produtos agrícolas. Outro dado importante é que 8% da pegada do brasileiro estão fora do País, um índice muito pequeno se comparado aos 85% da Holanda.

Médias globais de Pegada Hídrica:
1 taça de vinho - 120 litros de água
1 xícara de café - 140 litros de água
1 Kg de açúcar refinado - 1.500 litros de água
100 gramas de chocolate - 2.400 litros de água
1 hambúrger - 2.400 litros de água
1 camiseta de algodão - 2.700 litros de água
1 Kg de carne bovina - 15.500 litros de água


Acesse o Manual Técnico de Pegada Hídrica em www.waterfootprint.org.
Fonte: EcoDebate.
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